Sexta-feira, 18 Agosto 2017
Últimas notícias
Casa » Ou Governo cede, ou médicos fazem greve na primeira semana de outubro

Ou Governo cede, ou médicos fazem greve na primeira semana de outubro

12 Agosto 2017
Ou Governo cede, ou médicos fazem greve na primeira semana de outubro

Está prevista para o próximo dia 18 uma nova reunião entre os sindicatos e os representantes do Governo.

No final do encontro, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, disse aos jornalistas que as preocupações dos médicos "mantêm-se".

Os médicos já cumpriram uma greve em maio deste ano.

"Esperamos que o Ministério da Saúde cumpra na apresentação de uma proposta objetiva", afirmou, remetendo mais informações para a conferência de imprensa marcada para esta tarde na sede do SIM. "Não fez absolutamente nada do que se tinha comprometido e ainda está a gozar com a nossa cara", lamentou. Os médicos fizeram greve a 10 e 11 de maio e a resposta do Governo às suas reivindicações chegou esta semana, sob a forma de um documento negocial, onde o Governo sublinha os aumentos salariais ocorridos naquela classe nos últimos dois anos e onde sugere que os médicos com mais de 55 anos passem a fazer urgências, avança o jornal Público.

Segundo Mário Jorge Neves, "a greve continuará a estar sempre em cima da mesa enquanto não for resolvido o problema negocial dentro do calendário acordado".

"Exigimos respeito", disse o sindicalista, referindo que os representantes dos médicos chamaram a atenção dos ministros para "aspetos que seriam dispensáveis", no texto negocial que lhes foi apresentado, nomeadamente referências como "os médicos terem sido objeto de um aumento de 20%, quando os médicos têm os seus salários congelados há 12 anos" ou "quererem obrigar - o que nem aconteceu no período negro da 'troika' - que médicos com mais de 55 anos de idade voltem a fazer urgência".

Esta seria a compensação para a redução gradual da carga horária de trabalho de urgência dos médicos que estão sujeitos às 18 horas semanais, explica o executivo, argumentando que não se pode pôr em causa a capacidade de resposta das urgências, "matéria crucial para a segurança das populações e que importa estratégica e socialmente preservar".