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Exames apontam que 1,1 mil bovinos morreram por botulismo

12 Agosto 2017
Exames apontam que 1,1 mil bovinos morreram por botulismo

A suspeita, segundo serviços de saúde é que o gado morreu vítima de botulismo.

A morte dos animais aconteceu entre os dias 2 e 5 de agosto na fazenda Monica Cristina, da empresa Marca 7 Pecuária, localizada em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. Apesar desse tipo de doença não ser rara entre bovinos confinados, o número chamou atenção nacionalmente.

Quando os animais não vacinados ingerem alimentos com a toxina botulínica, a mortalidade é praticamente certa, conforme o diretor do Iagro, e no caso específico, os bois provavelmente se alimentaram em grande quantidade, já que estavam em confinamento (fase final de criação antes do abate). Exames laboratoriais estão sendo realizados e os procedimentos recomendados para os animais mortos foram cumpridos. O proprietário, Pérsio Airton Tozzi, informou por meio de nota que "todas as providências pertinentes foram tomadas, em irrestrita obediência ao Iagro e à Delegacia Federal de Agricultura, enterrando os animais em valas de 4 metros de profundidade".

O botulismo é uma toxinfecção, ou seja, o animal adquire a doença por meio da ingestão de toxinas produzidas por uma bactéria. Hoje as autoridades descartaram o risco de o problema chegar a outras fazendas, por não se tratar de uma enfermidade que passe por via aérea - a contaminação se dá apenas pela ingestão de alimentos. O Ministério da Agricultura, por meio da assessoria de imprensa, informou que enviou equipe de técnicos ao local e deverá se manifestar quando houver mais informações.

Também em nota, a Iagro e a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, do Ministério da Agricultura dizem que os ingredientes para a fabricação da ração na propriedade são de uso permitido por lei, "mas pode ter havido falhas na conservação, propiciando condições favoráveis ao desenvolvimento do Clostridium e, consequente, a produção da toxina". O Departamento diz, no entanto, que como não se trata de uma doença transmissível, "não é desencadeada uma ação de emergência". A informação fica registrada no serviço veterinário oficial e os dados serão enviados ao DSA para compilação e comunicação de rotina aos organismos internacionais.