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Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos em Charlottesville, nos EUA

12 Agosto 2017
Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos em Charlottesville, nos EUA

Segundo divulgado pela "BBC Brasil" com informações dos próprios participantes, a manifestação é uma prévia do evento "Unir a Direita", que acontece na tarde deste sábado na cidade e deve reunir mais de mil pessoas.

A realização da polêmica marcha "Unir à direita", convocada por um grupo de supremacistas brancos em Charlottesville (Virgínia, Estados Unidos), deixou vários feridos neste sábado, 12, após enfrentamentos com opositores e provocou a declaração de estado de emergência.

Desde a noite da última sexta-feira, centenas de nacionalistas desfilavam pelas ruas da cidade carregando tochas e gritando insultos contra negros, judeus, imigrantes e homossexuais, em preparação para um ato maior, nesta manhã.

O governador Terry McAuliffe indicou, através da sua conta na rede social Twitter, que tomou a decisão declarar o estado de emergência para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

A cidade, de pouco mais de 50 mil habitantes e a apenas duas horas da capital, Washington, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar o plano de retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal.

A cidade de Charlottesville acordou com os manifestantes a reunirem-se armados com paus, bastões de basebol, capacetes e coletes e armas de fogo, com as suas caras cobertas. Mesmo após a derrota definitiva no conflito, Lee se tornou um símbolo dos movimentos de extrema-direita norte-americanos, que ainda hoje o lembram como um herói.

Numa mensagem no Twitter, Donald Trump apelou à união e condenou tudo aquilo que o ódio representa.

Trump, no entanto, não disse especificamente na mensagem sobre que grupo estava falando ou qual tipo de violência condenava.

O organizador da marcha, Jason Kessler, afirmou em comunicado que esta manifestação era legal e apoiada na primeira emenda à Constituição norte-americana, que protege a liberdade de expressão. "Nada de bom vem da violência", escreveu.

Como lembra a publicação, durante a Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-1865), os Estados Confederados do sul dos Estados Unidos buscaram independência para impedir a abolição da escravatura.