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Trump diz que ameaças à Coreia do Norte podem ter sido insuficientes

11 Agosto 2017
Trump diz que ameaças à Coreia do Norte podem ter sido insuficientes

A reunião foi convocada pouco depois que a Coreia do Norte repetiu hoje sua ameaça de realizar um ataque contra a ilha de Guam, que aloja duas bases americanas, e afirmou que tem preparados quatro mísseis de alcance médio apontados nessa direção.

Segundo os 'media' oficiais, o plano, que vai ser finalizado em meados de agosto, prevê que os mísseis Hwasong-12 atravessem o Japão e aterrem no mar a aproximadamente 30 quilómetros de Guam se for autorizado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un. Na terça-feira, o chefe da Casa Branca disse que, se Pyongyang não frear sua escalada nuclear, o governo americano responderá com "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

A China deve manter posição neutra caso a Coreia do Norte seja a primeira a adotar medidas perigosas contra os EUA, escreve o jornal chinês The Global Times. "É o único país com influência sobre a Coreia do Norte", declarou a política. O governador da ilha, o republicano Eddie Baza Calvo (que chegou a apoiar Ted Cruz nas primárias republicanas de 2016 antes de se passar para as hostes de Donald Trump depois de o senador do Texas se retirar da corrida) afirma que a ilha é segura para os seus cerca de 160 mil habitantes.

"Não olhe para a explosão ou para a 'bola de fogo' porque pode cegar; mantenha-se atrás de qualquer objeto que o possa proteger e procure refúgio o mais rápido possível, mesmo que esteja afastado da zona de impacto (...), o vento pode propagar a radioatividade", são algumas das mensagens difundidas à população do território norte-americano no Pacífico.

Devido ao aumento da tensão com a Coreia do Norte, que segundo a inteligência americana pode possuir uma ogiva nuclear para instalar em um míssil intercontinental, Trump anunciou um aumento nos gastos com sistemas antimísseis. Lá, há os bombardeiros estratégicos B-52 E B-1B, além do sistema antimísseis Thaad, recentemente também instalados na Coreia do Sul. "Seja a Casa Branca, o Departamento de Estado ou o Departamento de Defesa, estamos falando com apenas uma voz".