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Previsão de safra recorde sobe e atinge 242 mi de toneladas

11 Agosto 2017
Previsão de safra recorde sobe e atinge 242 mi de toneladas

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, em relação a junho: laranja (16,0%), feijão 3ª safra (5,3%), milho 2ª safra (2,1%), algodão herbáceo (2,0%), café canephora (1,6%), feijão 1ª safra (1,6%), café arábica (1,5%), arroz (1,2%), cana-de-açúcar (1,2%), milho 1ª safra (1,0%), feijão 2ª safra (-0,9%) e trigo (-6,5%). Em relação a 2016, houve acréscimos de 2,3% na área a ser colhida da soja, de 18,4% na do milho e 4,0% na de arroz.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou, nesta quinta-feira (10), a expectativa de produção de grãos e, assim como a Conab, prevê produção recorde.

Para o levantamento da Conab, a produção total de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares.

Quanto ao trigo, cuja colheita deve se iniciar neste mês, a Conab cortou sua estimativa de produção, refletindo as geadas e seca no Paraná, que impactaram as lavouras do principal produtor nacional. Ele enfatiza o papel do Brasil na produção mundial de alimentos, e ressalta: "a produção tem crescido principalmente devido aos ganhos de produtividade, sem que haja aumento substancial da área ocupada pelas lavouras". "Na terceira safra, a cultura está em desenvolvimento, a expectativa de produção é de 750 mil toneladas".

Segundo o IBGE, a área plantada no estado deve ficar em 15,2 milhões de hectares, o que representaria um aumento de 9,1% em relação ao período produtivo passado. A estimativa é de 1,83 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha do ciclo anterior. "À medida que a colheita está sendo realizada os produtores estão se deparando com rendimento melhor", contou o gerente do IBGE.

A estimativa de julho de 2017 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 242,1 milhões de toneladas, com alta de 31,1% em relação a 2016 (184,7 milhões de toneladas), um aumento de 57,4 milhões de toneladas.

O volume compreende uma primeira safra (verão) de 30,50 milhões de toneladas e uma segunda, a chamada "safrinha", atualmente em fase de colheita, de 66,68 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o aumento de 4% da área e o clima favorável foram os responsáveis pelo elevação na safra de grãos, uma vez que esses fatores impulsionaram a produtividade média de todas as culturas, especialmente da soja e do milho, que chegaram a 3.362 kg/ha 5.563 kg/ha, respectivamente. "Os preços elevados dos principais produtos da agricultura brasileira, nas épocas do plantio da atual safra (safra verão e 2º safras), notadamente soja, milho, arroz e feijão, incentivaram os produtores a ampliarem a área plantada e a investirem em mais tecnologia de produção".