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Governo não quer privatizar a Infraero, mas planeja abertura de capital

11 Agosto 2017
Governo não quer privatizar a Infraero, mas planeja abertura de capital

Infraero - Em reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada nesta terça-feira (08/08, ) Quintella negou que o governo tenha planos de privatizar a Infraero, mas admitiu a possibilidade de que seja aberto parte do capital da empresa.

O conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deverá analisar no dia 23 de agosto a proposta de concessão à iniciativa privada de 19 aeroportos que hoje estão sob administração da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). "Para quem levar o filé levar o osso também", assegurou. Já no Sudeste, devem ser incluídos os aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de Vitória, Macaé (RJ), Jacarepaguá (RJ), Campo de Marte (SP) e o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, esses aeroportos devem ser leiloados em blocos, que terão terminais superavitários e deficitários.

Só essas concessões deverão engordar o caixa federal em R$ 4,1 bilhões em taxas de outorga, numa estimativa preliminar. No Centro-Oeste, o aeroporto de Cuiabá será concedido com as bases de Sinop, Alta Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis, todos em Mato Grosso.

No Nordeste, deverão ser incluídos os aeroportos de Recife, Maceió, Teresina, São Luís, João Pessoa, Aracaju, Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE). "No final de agosto, o Ministério vai encaminhar estudos técnicos para serem avaliados pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), responsável pela política de concessões do governo federal".

Ele não descartou a hipótese de vender mais de 50% da empresa.

Aos senadores, o ministro afirmou que o governo jamais anunciou a privatização total da Infraero e que, pelo contrário, o plano é recuperá-la. Neste caso, comentou, ela ganhará mais flexibilidade administrativa, pois suas compras não terão mais de seguir a Lei nº 8.666, que trata das licitações no setor público. Ele citou um conjunto de medidas já adotadas que permitirão à estatal fechar as contas de 2017 com lucro de R$ 400 milhões, depois de amargar prejuízos de R$ 3 bilhões ao ano entre 2013 e 2015.

SAIBA MAIS Brasília e São Paulo (AE) - O governo prepara novas concessões ao mesmo tempo em que uma das já realizadas está por um fio.